O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, declarou nesta terça-feira (13) que acompanha “com preocupação” a escalada da repressão contra manifestantes nas ruas de Teerã. Segundo organizações internacionais, os confrontos já resultaram em mais de duas mil mortes. O Itamaraty lamentou as vítimas e enviou condolências às famílias afetadas.
Os protestos, iniciados no fim de dezembro, começaram nos bazares da capital como reação ao avanço da inflação, mas logo se transformaram em manifestações contra o governo iraniano, espalhando-se por diversas regiões do país. Civis, autoridades e integrantes das forças de segurança estão entre os mortos.
Em comunicado oficial, o Itamaraty destacou que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”, e pediu que “todos os atores se engajem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.
A Embaixada do Brasil em Teerã segue monitorando a situação da comunidade brasileira no país, estimada em 85 pessoas, e informou que não há registros de cidadãos nacionais feridos ou afetados.
Enquanto o governo Lula defende diálogo e respeito à soberania iraniana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que cancelou qualquer negociação com autoridades do Irã e instou manifestantes a “tomarem as instituições” em meio ao agravamento dos protestos.
