Passado se fazendo presente? Segundo relatórios de Inteligência, espiões russos transformaram propriedades em toda a Europa Ocidental em uma espécie de rede de “cavalos de Troia”, como na obra “Odisseia”, de Homero, projetada para realizar uma campanha coordenada de sabotagem.
As unidades clandestinas russas buscam adquirir imóveis perto de instalações militares e civis em ao menos uma dúzia de países europeus. Desta forma, casas de veraneio, chalés de férias, armazéns, escolas abandonadas, apartamentos urbanos e até ilhas inteiras teriam sido compradas por Moscou com o objetivo de intensificar sua “guerra híbrida” contra o Ocidente. As propriedades seriam utilizadas como bases para vigilância coordenada, sabotagem e ataques secretos.
De acordo com informações de oficiais de três agências europeias ao “Telegraph”, há o temor de que a Rússia já possua explosivos, armamento e agentes infiltrados nesses locais, que entrariam em ação no momento de crise.
Estratégia
Desde a invasão da Ucrânia, há quatro anos, os atos de sabotagem tiveram um aumento considerável. Membros da comunidade de inteligência ocidental temem que esses incidentes sejam pouco mais do que “testes”.
Ao invés de realizar um ataque militar convencional, oficiais de inteligência afirmam que o Kremlin buscaria testar a determinação da OTAN na “zona cinzenta”, considerado um espaço ambíguo entre paz e guerra, no qual atores estatais (principalmente a Rússia) utilizam táticas híbridas, como ciberataques, desinformação, sabotagem e drones.


