A proposta dos Estados Unidos de equiparar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) a organizações terroristas está sendo encarada como uma verdadeira armadilha por integrantes da cúpula do PT.
De acordo com a CNN Brasil, dirigentes do partido encaram a iniciativa como uma primeira tentativa do presidente Donald Trump de interferir nas eleições presidenciais deste ano no Brasil. Rechaçada pelo governo Lula, a ideia tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
O diálogo que vem sendo aberto entre Trump e Lula desde a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro do ano passado, deu algum alívio para o entorno do presidente brasileiro. Porém, a retomada da possibilidade voltou a elevar a desconfiança sobre as intenções do americano.
O tema deve ser um dos pontos principais de uma visita de Lula a Trump. Inicialmente previsto para este mês, o encontro ainda não tem data marcada. A justificativa para o adiamento é a guerra com o Irã.
Ao mesmo tempo em que busca preservar o diálogo com Trump, o governo brasileiro tenta evitar que facções sejam classificadas como organizações terroristas com o argumento de que a medida impõe risco à soberania. Além de poder acarretar graves consequências ao país, incluindo brecha para ações militares e sanções comerciais.
