Onde hoje muitos veem apenas um leito reduzido ou poeira, gerações passadas lembram de um rio cheio. Para evitar que essa memória se perca, foi lançado o projeto Rio Memória, na última segunda-feira (23), pelo Observatório do Rio Utinga.
A iniciativa tem como objetivo reconstruir a trajetória do Rio Utinga, um dos principais afluentes do Rio Paraguaçu e fundamental para o equilíbrio ambiental e econômico da Chapada Diamantina.
Como funciona o projeto
✔️ Mapas interativos sobre a evolução do rio
✔️ Produções audiovisuais
✔️ Plataforma colaborativa para envio de fotos e relatos
Moradores e ex-residentes podem participar enviando registros antigos do rio, contribuindo para a construção de um acervo visual que mostra as transformações da paisagem ao longo dos anos.
Quem está por trás do projeto
O projeto foi idealizado por Kelly Pereira, coordenadora de projetos e pesquisa do Observatório do Rio Utinga, com apoio do coordenador geral Evander Penchel e das pesquisadoras Sabrina Vaz e Núbia da Silva.
Diálogo entre ciência e sociedade
O lançamento contou com a participação da geógrafa Natahli Rego, mestranda pela UFBA e pesquisadora do grupo Colpaso, que utiliza geotecnologias para analisar a evolução da paisagem e projetar cenários ambientais futuros para a região.
O rio como patrimônio coletivo
O Rio Utinga tem sido tema de debates sobre estresse hídrico e conflitos pelo uso da água. O projeto surge como uma ferramenta para fortalecer a identidade das comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas.
✔️ A proposta é transformar memórias individuais em um acervo coletivo de resistência, conhecimento e gestão ambiental.

