O senador Ângelo Coronel anunciou que está deixando o PSD e será candidato à reeleição ao Senado integrando a oposição ao presidente Lula e ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). A decisão encerra a crise política no estado, marcada pela disputa de três pré-candidatos por apenas duas vagas no bloco governista.

Em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, Coronel afirmou que foi pressionado a sair do partido. Segundo ele, a direção estadual do PSD avaliava sua permanência como insustentável, o que teria motivado o rompimento. O senador disse que se sentiu “defenestrado” pela legenda.

Além disso, Coronel criticou duramente o tratamento recebido pelo grupo governista durante o impasse eleitoral. Para ele, a falta de apoio selou a decisão de deixar a base aliada. “Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, declarou.

Com a mudança, o senador passa a integrar formalmente o campo da oposição na Bahia. O movimento altera o tabuleiro político estadual e reorganiza a disputa pelo Senado nas eleições de 2026, abrindo espaço para novos arranjos partidários.

Sobre o futuro partidário, Ângelo Coronel afirmou que a principal possibilidade é o União Brasil. A sigla faz oposição ao governo Lula no estado e tem como pré-candidato ao governo baiano o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

O senador disse que aguarda uma conversa com ACM Neto até amanhã para avançar nas negociações. Paralelamente, ele também mantém diálogo com outras legendas, como PSDB, Democracia Cristã (DC) e PRD.

Eleito em 2018 ao lado de Jaques Wagner, pela aliança entre PT e PSD liderada por Rui Costa, Coronel agora rompe com o grupo. Com a saída do PSD da chapa ao Senado, os petistas buscam alternativas para preservar a aliança política na Bahia.

📷 Pedro Franca/Agência Senado

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