Com uma temperatura média global atingindo 1,47 grau Celsius (°C) acima dos níveis pré-industriais (1850–1900), o ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta. No Brasil, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos extremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões.

Os dados constam do mais recente relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e divulgado em fevereiro.
A publicação é elaborada a partir de informações de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de diferentes regiões do planeta, como o europeu Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com os dados, o Brasil registrou 1.493 eventos hidrológicos como secas intensas, alagamentos, transbordamentos de cursos d´água, cheias, enxurradas, deslizamento de terra etc, sendo 1.336 de pequeno porte; 146 de médio porte e 11 de grande, com a predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. A região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) concentrou 43% do total de ocorrências.
Esses eventos, segundo os autores do relatório, evidenciaram não só os “contextos territoriais mais vulneráveis, nos quais a intensidade dos eventos e as condições locais favoreceram a geração de danos mais significativos”, como diferenças municipais “na capacidade de resposta institucional às ocorrências.

Ainda de acordo com os especialistas, 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos, devendo ser foco prioritário de ações de gestão e prevenção de riscos e desastres.

A motivação por trás desse cenário envolve a temperatura da Terra. No ano passado, a temperatura média global atingiu 14,97 °C – ficando apenas 0,01 °C abaixo da registrada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024 – o ano mais quente da série histórica

By Laiana

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