O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a suspensão da campanha eleitoral do candidato a presidente do Brasil, Renan Santos (Missão).
Segundo a decisão, o ministro suspendeu a propaganda eleitoral da chapa nos perfis não informados à Justiça Eleitoral no prazo. Também foi suspenso os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral,
Renan Santos também foi proibido de participar de debates entre os candidatos em rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação. O político fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) já estava com debates e sabatinas marcadas previamente. A campanha também foi orientada a suspender os perfis nas redes sociais, sob pena de multa de R$10 mil por hora e por perfil ligado a chapa.
A medida adotada pelo magistrado ocorre devido a identificação de irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados para a campanha nas redes sociais. A candidatura de Renan Santos foi oficializada em 7 de agosto, mas os 16 perfis em redes sociais que iriam ser usados na campanha só foram informados apenas 12 dias depois.
Segundo a decisão de Toffoli, o atraso não configura apenas uma irregularidade, entendendo o caso como uma “omissão estratégica”. Apesar da suspensão da campanha, a candidatura de Renan, por hora, está mantida. Ele e o partido Missão terão até 24 horas para esclarecer os perfis, quando começaram a atuar na campanha eleitoral e se há outras páginas.
