O Esporte Clube Vitória foi convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para participar de uma audiência pública que discutirá os impactos da proibição das casas de apostas esportivas no Brasil. O encontro está marcado para a próxima terça-feira, 3 de novembro, e reunirá representantes do governo federal, entidades do setor e clubes de futebol.
A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux no âmbito de ações que questionam medidas relacionadas ao funcionamento das chamadas bets no país. O objetivo é ouvir diferentes setores envolvidos na discussão antes do avanço da análise judicial.
Vitória deve apresentar impactos financeiros
De acordo com informações divulgadas pelo portal A TARDE, o presidente do Vitória, Fábio Mota, deve representar o clube durante a audiência. O Rubro-Negro terá um espaço de dez minutos para apresentar seus argumentos sobre a restrição às empresas de apostas.
A participação ocorre após o encerramento do contrato com a 7KBet, antiga patrocinadora principal do clube, em meio às mudanças nas regras do setor. Fábio Mota estimou que o Vitória poderá acumular perdas de aproximadamente R$ 55 milhões até 2027, considerando receitas de patrocínio e publicidade.
Para os clubes, a discussão envolve não apenas os patrocínios estampados nos uniformes, mas também contratos comerciais relacionados a placas publicitárias e outras formas de divulgação durante as partidas.
Outros clubes também participarão
Além do Vitória, foram convocados representantes de equipes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também está entre as instituições chamadas para o debate.
Órgãos públicos, entidades ligadas ao mercado de apostas e representantes de diferentes setores econômicos também participarão da audiência, marcada para começar às 10h, no horário de Brasília, na sede do STF.
Proibição ainda está em discussão
O debate ocorre no contexto da Medida Provisória nº 1.394/2026, que prevê a proibição da exploração de apostas de quota fixa e o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor. A norma é questionada judicialmente pela Associação Nacional de Jogos e Loterias, que argumenta haver inconstitucionalidade nas restrições.
A audiência pública permitirá que os participantes apresentem dados e argumentos sobre os efeitos econômicos, jurídicos e sociais da medida. A convocação, porém, não significa que a proibição será revogada: a decisão sobre o tema dependerá dos desdobramentos judiciais e institucionais.
