Os medicamentos da classe GLP-1, como o Mounjaro, podem estar provocando mudanças que vão muito além da saúde. Segundo o economista Ricardo Amorim, o avanço dessas canetas para emagrecimento já começa a influenciar diferentes setores da economia, alterando padrões de consumo, reduzindo custos e criando novas oportunidades de mercado.
Um dos exemplos citados por Amorim é o da aviação. A Azul estima economizar cerca de R$ 3 milhões por mês com a redução do peso médio dos passageiros, já que aeronaves mais leves consomem menos combustível. Como o querosene representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, pequenas reduções de peso podem gerar impacto significativo nos custos operacionais.
O economista também destacou estudos que apontam mudanças no comportamento dos consumidores. Pesquisas indicam que usuários desses medicamentos reduziram os gastos com supermercados, especialmente na compra de alimentos. Enquanto isso, setores como moda, turismo e logística já começam a observar reflexos desse novo cenário, impulsionado pela perda de peso de parte da população.
Para Ricardo Amorim, grandes transformações econômicas costumam começar de forma discreta antes de remodelar mercados inteiros. Na avaliação dele, empresas e investidores que compreenderem cedo esses movimentos poderão identificar oportunidades e também se preparar para os desafios que essa nova realidade pode trazer.
