A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, disse, em entrevista à Folha de São Paulo e Uol na última segunda-feira (13), que as críticas que fazem a ela sobre ser “gastadeira” são “misoginia”. Janja fez referências às viagens internacionais que fez ao longo do governo.
Ela explicou a necessidade de embarcar dias antes do marido em roteiros para o exterior, afirmou que opta por se hospedar em embaixadas do Brasil e viaja de classe executiva por questão de segurança.
“Procuro me hospedar em embaixada, por questão de segurança e logística mais tranquila. Viajo de executiva por questão de segurança e não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho que seguir. Eu respondo com trabalho que eu faço, sei o que estou fazendo e como estou fazendo. Essa questão da gastadeira é exemplo da misoginia pura que surfa nas redes sociais”, disse.
A primeira-dama afirmou que é a primeira vez que o Brasil tem uma primeira-dama que trabalha “efetivamente” e que as pessoas “não estavam acostumados com isso”.
“Fizemos uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso”, disse.
