A queda no nível do Rio Utinga voltou a acender o alerta para o abastecimento de água na Chapada Diamantina. Em comunicado divulgado na segunda-feira (12), a Embasa informou que está adotando medidas emergenciais para manter o fornecimento em Wagner e Lajedinho diante da situação crítica do manancial.

O que a Embasa está fazendo

Segundo a empresa, o abastecimento em Wagner e Lajedinho será mantido com o apoio de três poços implantados anteriormente, que vão complementar o sistema enquanto durar a situação crítica do rio. Mas isso vai exigir mudanças na forma como a água é distribuída: a Embasa anunciou que vai adotar um calendário emergencial, ainda sem data de divulgação, para organizar o fornecimento durante o período mais difícil da estiagem.

A empresa também informou que mantém contato com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para discutir o uso adequado da água disponível no rio, num cenário de estiagem intensificado pelo fenômeno El Niño, e reforçou a importância de a população economizar água e manter reservatórios domiciliares com capacidade adequada para cada residência.

 O que isso representa pra região

A preocupação não se limita a Wagner e Lajedinho. Utinga é abastecida pelo Rio Mariazinha, um manancial diferente, mas a crise no Rio Utinga afeta diretamente comunidades ribeirinhas vizinhas que dependem desse manancial e reforça o alerta geral sobre a segurança hídrica de toda a Chapada Diamantina, já que a estiagem prolongada tende a pressionar também os demais rios e fontes de abastecimento da região.

 Cobrança por barramentos que esperam há 20 anos

O novo episódio de crise reacendeu as cobranças sobre a demora do governo estadual na implantação de barramentos no Rio Utinga, uma demanda antiga da região, que promete reduzir os efeitos da estiagem sobre o abastecimento, mas que ainda não saiu do papel.

A voz de quem vive o problema: um morador de Lajedinho, identificado como Paulo, criticou a demora e cobrou providências:

“É lamentável que passados menos de 30 dias das eleições as comunidades ribeirinhas do Rio Utinga, inclusive cidades como Wagner e Lajedinho, já estejam ameaçadas por desabastecimento d’água e continuem a esperar pelas promessas de 20 anos sobre a perenização do Rio Utinga.”

Enquanto o calendário emergencial não é anunciado, moradores aguardam informações sobre a organização da distribuição de água. O episódio reforça a cobrança por soluções estruturais e duradouras, capazes de garantir o abastecimento dos municípios e comunidades que dependem do Rio Utinga ano após ano.

Informações do blogdoleobarbosa

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