O sítio arqueológico Pedra da Figura, localizado no município de Utinga, recebeu nesta sexta-feira (10) uma visita técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atividade foi conduzida pela arqueóloga Rimara Mota e teve como objetivo atualizar as informações sobre o local, reconhecido pelo órgão desde 2006 como um importante patrimônio arqueológico.

Durante a visita, foram avaliados aspectos relacionados ao estado de conservação do sítio, à documentação do patrimônio e às possibilidades de ampliar sua preservação e valorização. O trabalho faz parte das ações voltadas ao acompanhamento de áreas arqueológicas de relevância histórica e cultural no estado.

A Pedra da Figura reúne um conjunto de pinturas rupestres produzidas por povos que habitaram a região há milhares de anos. As representações figurativas retratam elementos do cotidiano dos antigos habitantes, tornando o sítio uma importante fonte de conhecimento sobre a ocupação humana na Chapada Diamantina e sobre os modos de vida dessas populações.Além da atualização das informações, a visita técnica também abriu discussões sobre alternativas para melhorar o acesso ao sítio arqueológico, implantar sinalização adequada e ampliar sua visibilidade. A proposta é facilitar as visitas de pesquisadores, estudantes e turistas, conciliando o fortalecimento do turismo cultural com a preservação do patrimônio histórico.

A iniciativa contribui para proteger bens arqueológicos e estimular o reconhecimento da importância desses espaços para a memória e a identidade cultural. A valorização do sítio também pode ampliar o potencial turístico de Utinga, atraindo visitantes interessados na história e no patrimônio da região.

“Esse sítio é um ateliê aberto. Tem muitas pinturas figurativas que fazem um retrato do cotidiano dos nossos antepassados. Estamos vendo as possibilidades de melhorar o acesso, implantar sinalização e conversar com os proprietários para viabilizar o caminho, a fim de que o turismo também seja impulsionado, dando mais visibilidade a esse local”, destaca a arqueóloga Rimara Mota.

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