Ex-secretário de Relações Institucionais assume coordenação-geral da campanha do governador; mudança ocorre em meio a divergências dentro da base aliada
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, deixou o cargo nesta terça-feira (18) para assumir a coordenação-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A exoneração foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado (DOE).
Com a saída de Loyola, a Serin passa a ser comandada interinamente pelo chefe de gabinete da pasta, Jonival Lucas.
A mudança ocorre após discussões dentro da base aliada sobre a escolha do responsável pela coordenação da campanha de Jerônimo para as eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias, o ex-ministro da Casa Civil e atual senador Rui Costa teria apresentado uma posição diferente da maioria das lideranças que participaram das conversas sobre a definição do coordenador.
De acordo com o veículo, Rui Costa não teria endossado o nome de Loyola e teria manifestado preferência pelo presidente estadual do Avante, Ronaldo Carletto, que também participou do encontro. A posição teria provocado novas avaliações entre integrantes do grupo político.
Disputa interna
A divergência ocorre em um momento de articulação da base governista para a disputa eleitoral de 2026. Lideranças do grupo avaliam que a definição da coordenação da campanha pode ter reflexos na organização política do processo de reeleição de Jerônimo.
O episódio também é interpretado por aliados como mais um capítulo das diferenças políticas entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos integrantes da base de sustentação do governador.
Apesar das divergências, a escolha de Loyola foi mantida. O ex-secretário terá agora a responsabilidade de coordenar a estrutura política e eleitoral da campanha de Jerônimo.
Experiência na campanha de 2022
Loyola já teve participação de destaque na campanha que levou Jerônimo Rodrigues ao Governo da Bahia em 2022. Naquele processo, integrou a equipe de coordenação responsável pela estratégia eleitoral do então candidato.
Além de Loyola, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, que presidia o PT da Bahia à época, também tiveram participação na organização da campanha.
A nova função coloca Loyola novamente no centro da estratégia eleitoral do grupo governista, desta vez com a missão de coordenar a campanha pela permanência de Jerônimo no comando do Executivo estadual.
