Hoje é Dia do Café!
E não tem lugar melhor pra celebrar do que a Chapada Diamantina, região baiana que vem se firmando no mapa dos cafés especiais do país, com destaque para a produção de Bonito e Piatã.
🏆 Bonito mira o Concurso de Cafés EspeciaisEm Bonito, a busca pela excelência continua firme. Através de uma parceria com o Sebrae, produtores locais vêm investindo em conhecimento técnico e compromisso com a qualidade, buscando cafés de altíssimo nível para concorrer no Concurso de Cafés Especiais, que será realizado no próprio município no dia 30 de outubro.
Segundo a Prefeitura de Bonito, o investimento contínuo em qualidade e o incentivo aos produtores locais já são vistos como uma conquista importante para a cafeicultura do município.
⛰️ Piatã e o segredo da altitude
Já em Piatã, a produção de cafés especiais se beneficia das áreas montanhosas do município, onde boa parte das lavouras está instalada em altitudes elevadas. Essa característica não é só paisagística, ela interfere diretamente na qualidade do grão.Um estudo publicado na revista científica Science Direct, que analisou cafés arábica cultivados entre 1.150 e 1.820 metros de altitude, mostrou que a altitude pode alterar de forma significativa a composição bioquímica dos grãos, influenciando elementos como sacarose e acidez, diretamente ligados à qualidade da bebida.
Os pesquisadores observaram que o teor de sacarose tende a aumentar conforme a elevação, em determinadas condições de cultivo e processamento. A acidez também mostrou relação com a altitude em cafés cultivados sob sombra, evidenciando que o ambiente de montanha contribui para características muito valorizadas nos cafés especiais, embora o sombreamento e o processamento pós-colheita também tenham papel importante no resultado final da xícara. Uma cadeia produtiva que vai além de Bonito e Piatã
Bonito é um dos principais produtores da região, com 7.020 hectares destinados ao cultivo do café. Iraquara também tem participação expressiva, com 1.058 hectares cultivados. Mas a lista de municípios cafeeiros da Chapada não para por aí: Barra do Choça, Barra da Estiva, Ibicoara, Piatã, Mucugê, Morro do Chapéu, Seabra e Mulungu do Morro também integram essa cadeia produtiva, ampliando a relevância da região no cenário estadual.
Os números do café baianoSegundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), a Bahia colheu 78,9 mil hectares de café em 2023, alcançando produção de 94,8 mil toneladas e valor de mercado estimado em R$ 902,4 milhões.
🌍 Café da Chapada já cruza fronteiras
A região também se destaca na produção de cafés especiais e orgânicos, como os cultivados pela Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio), já exportados para Alemanha, Inglaterra e Austrália. As perspectivas de preço para 2027 seguem elevadas, impulsionadas por condições climáticas adversas que afetaram a produtividade do café em nível nacional.
☕ Orgulho da Chapada! A combinação de altitude, clima e dedicação dos produtores vem transformando municípios como Bonito e Piatã em referências crescentes na produção de cafés especiais na Bahia, com reconhecimento que já chega além das fronteiras do país.
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