Os Estados Unidos registraram 4.588 casos confirmados de sarampo em 2026, mais que o dobro dos 2.289 casos contabilizados durante todo o ano de 2025. Os dados foram divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e têm como referência o dia 22 de outubro.
O levantamento também aponta 43 novos surtos da doença ao longo de 2026. Segundo o órgão, 96% dos casos confirmados estão associados a surtos, incluindo ocorrências iniciadas neste ano e outras que começaram em 2025. Os números ainda podem ser atualizados conforme as autoridades recebem e revisam notificações.
Pensilvânia concentra o maior número de casos
A distribuição dos registros mostra diferenças importantes entre os estados americanos. A Pensilvânia lidera os números, com mais de 1,3 mil casos, seguida pela Carolina do Sul e por Utah, que também registram centenas de infecções.
Ao todo, casos foram notificados em 47 jurisdições dos Estados Unidos. O avanço da doença tem colocado autoridades sanitárias em alerta, principalmente diante da possibilidade de novas cadeias de transmissão em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Maioria dos casos envolve pessoas sem vacinação confirmada
De acordo com os dados do CDC, 96% dos casos registrados em 2026 envolvem pessoas não vacinadas ou cujo histórico de vacinação é desconhecido. A proporção reforça a importância da imunização para prevenir a disseminação do vírus.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por partículas respiratórias. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele.
Em alguns casos, a infecção pode provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Internações e mortes
O balanço divulgado pelo CDC registra 479 hospitalizações associadas aos casos confirmados em 2026, o equivalente a aproximadamente 10% do total. O órgão também contabiliza três mortes relacionadas à doença neste ano, número sujeito a revisão.
Em 2025, foram registradas 244 hospitalizações e três mortes. A comparação demonstra que o aumento das infecções em 2026 veio acompanhado de uma maior quantidade de internações.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, conhecida como tríplice viral, é a principal medida de prevenção. O esquema recomendado protege contra a doença e ajuda a reduzir a circulação do vírus na comunidade.
Autoridades de saúde orientam que pessoas verifiquem se estão com a vacinação em dia, especialmente antes de viagens internacionais ou deslocamentos para regiões com surtos ativos.
Brasil reforça vigilância diante do avanço nas Américas
O aumento dos casos nos Estados Unidos ocorre em meio à expansão do sarampo em diferentes países das Américas. O Ministério da Saúde brasileiro reforçou, em outubro, a importância de manter a vacinação atualizada e intensificar a vigilância epidemiológica para reduzir o risco de reintrodução do vírus no país.
A recomendação é que pessoas com doses em atraso procurem uma unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para verificar a situação vacinal e receber as doses indicadas conforme a faixa etária e o histórico de imunização.
