A redução gradual do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no futebol brasileiro começa a valer em 2027 e poderá exigir mudanças nos elencos de Bahia e Vitória. No entanto, a possibilidade de naturalização brasileira de alguns atletas pode diminuir o impacto da nova regra para os clubes baianos.

Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. O número cairá para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. A medida não impede a contratação ou o registro de atletas estrangeiros, mas limita a quantidade que poderá ser incluída na súmula de cada jogo.

A legislação brasileira prevê, em regra, quatro anos de residência no país para a naturalização ordinária, além do cumprimento de outros requisitos. Há situações que permitem a redução desse período, como ter filho brasileiro ou ser originário de país de língua portuguesa.

No Bahia, que atualmente conta com nove estrangeiros, Nicolás Acevedo e Michel Araújo estão entre os jogadores que podem se enquadrar nas condições previstas pela legislação. Acevedo chegou ao clube em 2022 e tem dois filhos nascidos na Bahia. Já Michel Araújo atua no futebol brasileiro desde 2022, após passagens por Fluminense e São Paulo.

No Vitória, seis atletas são considerados estrangeiros. Emanuel Brítez, Emmanuel Martínez e Tomás Pochettino estão entre os jogadores que já acumulam tempo de residência no Brasil compatível com o período ordinário utilizado como referência para a naturalização. O português Rúben Ismael também possui uma situação particular, já que a legislação prevê prazo reduzido para cidadãos de países de língua portuguesa.

A naturalização, porém, não ocorre automaticamente pelo tempo de atuação no futebol brasileiro. O processo depende do histórico de residência, da documentação e do cumprimento dos demais requisitos legais. Além disso, cabe ao próprio atleta decidir se pretende solicitar a nacionalidade brasileira.

Um exemplo recente é o zagueiro Walter Kannemann, do Grêmio, que concluiu o processo de naturalização em 2026 e deixou de ser contabilizado como estrangeiro para fins da regra da CBF.

Com a mudança, Bahia e Vitória terão de administrar seus elencos levando em consideração o novo limite. A naturalização de alguns jogadores, caso ocorra, poderá reduzir a quantidade de atletas que ocupam vagas destinadas a estrangeiros nas súmulas das partidas.

By Laiana

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